Quando Steve Jobs e a Apple bloquearam o Adobe Flash, a partir da linha de dispositivos móveis da Apple (iPhone, iPad, iPod Touch), as principais reivindicações da Apple contra o Flash foram que era um processador muito pesado, um devorador de bateria, e que HTML5 era um melhor padrão para o futuro. Rich Tehrani, perito da indústria da comunicação, visionário, autor e colunista americano, chama isso de "imposto Apple". De acordo com o Projeto de Arquivo HTTP, um site que rastreia mais ou menos 17.000 sites e permite comparar as estatísticas web ao longo do tempo, o Flash experimentou uma queda de 2% em uso nos últimos quatro meses. Passou de 49%, em 15 de novembro de 2010, para 47%, em 29 de março de 2011.
Esta queda está claramente ligada à mudança para o HTML5. Rich Tehrani escreveu sobre como a lenda do investimento Roger McNamee, diretor e co-fundador da Elevation Partners, vê como certa um ciclo de expansão, 15 anos pós-Internet, decorrente do HTML5. Este é um interessante retrato que Roger prevê, simplesmente pela mudança para o HTML5. Muitos podem achar que ele está sendo um pouco dramático quanto ao impacto do HTML5, então talvez devamos olhar para a taxa de somente 4,5% de desemprego, uma economia em expansão, e défices baixos.

Apesar de previsões de fim e números alarmantes quanto ao declínio da utilização do Flash, muitos ainda se perguntam se tais constatações ainda podem ser tidas como precipitadas. Devido às qualidades indiscutíveis do Flash, responsável por uma revolução na Web no início da década, principalmente em relação a software online e animação, muitos tendem a duvidar sobre sua extinção. O Flash se aperfeiçoou principalmente em relação a sua linguagem de programação, a Action Script. Com ele, foi possível criar aplicações de Intranet, ensino a distância e enriquecimento da interatividade, com vídeos, textos e imagens, que jamais havia sido visto até o momento.
Entretanto, o HTML 5 chegou nos proporcionando atividades nunca antes vistas na internet. Dentre elas, está a possibilidade de colocar vídeos em sites, sem necessidade de plug-in. Além disso, ele se integra melhor com softwares online, como editores de texto, chats e reprodutores de mídia. Outra novidade é seu maior suporte a tecnologia ponto-a-ponto, um dos pontos que eram tidos como mais fortes no Flash.
Mesmo que o Flash acabe não se extinguindo, é certo que haverá uma reformulação no jeito que produzimos sites. Por enquanto, parece ser um exagero afirmar que o Flash irá se extinguir, porém, só o tempo dirá os verdadeiros rumos que a internet tomará. Um dos motivos que levam especialistas a acreditarem que Flash não acabará de um dia para o outro, é que mesmo com a perpetuação do HTML 5, ele continuará por muitos anos como o mais poderoso software de animação da web.
Uma substituição gradativa pelo HTML 5 é provável que ocorra no futuro, mas ainda não existe uma previsão certa. Dentre estas substituições, pode-se dizer que a reprodução de vídeo em HTML 5 é dada como certa. Para grande maioria, o Flash terá seu espaço garantido nas animações, jogos e softwares, principalmente os de dispositivos móveis.
Abaixo seguem alguns links de sites que já utilizam o HTML 5 como linguagem:
- http://www.nikebetterworld.com/
- http://www.bit-this.com/eng.html
- http://www.newzealand.com/int/
- http://diablomedia.com/#home
- http://www.360langstrasse.sf.tv/page/