Atualmente mais de 1 bilhão de pessoas estão conectadas a internet, realizando compras online, anunciando, gerando e gerindo informação. Um ambiente que mobiliza bilhões todos os anos, em escala progressiva e que merece toda nossa atenção. Muitas dessas pessoas simplesmente não podem conceber a vida sem o uso da internet. Através dela podemos ter acesso a bancos, notícias, e-mails, compras e divertimento, em qualquer hora do dia ou da noite. Agora, ao click do mouse o mundo pode estar "sob seus dedos" — isto é, se você pode usar um mouse ou pode ver a tela... — em outras palavras, se você não tem uma incapacidade ou deficiência física de qualquer espécie.
Acessibilidade não trata apenas de tornar mais cômoda a rotina de quem possui alguma incapacidade e menos trabalhoso o esforço na realização de uma tarefa por quem possui alguma deficiência, no espaço físico-real. Mas também no virtual, onde entra em questão o tema inclusão digital. Mas esse é um assunto para outro momento.

Dentro desse cenário, é perfeitamente cabível a adoção de práticas que levem a um grupo de pessoas, condições favoráveis para navegabilidade na internet, e na verdade não só na internet, mas também na relação IHC (Interação Homem Computador).
Embora as estimativas possam variar, a maioria dos estudos mostra que aproximadamente um quinto (20%) da população tem algum tipo de incapacidade. Nem todas estas pessoas possuem incapacidades que possa dificultar o acesso a internet, mas não deixa de ser uma porção significativa da população. Vendo sob o ponto de vista comercial seriamos imprudentes ao propositalmente excluirmos de nosso site um percentual de 20, 10, ou mesmo 5 por cento de clientes potenciais. Para as escolas, universidades e entidades de governo não seria apenas imprudente, mas em muitos casos, também estaria caminhando em sentido contrário ao da lei.
Para aquele que se interessar, tecnicamente em como tornar seu site mais acessível, consulte o Guia de Acessibilidade para Conteúdo na Web, que fornece um conjunto de diretrizes internacionais, regidos pelo W3C – Worldwide Web Consortium, o órgão governamental da Web.