por
Administrador
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postado em
28-09-2010
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Design e Usabilidade
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Certa vez fiz um curso com o seguinte título: Webwriting e Arquitetura da Informação. As aulas foram ministradas pelo renomado professor e arquiteto da informação Bruno Rodrigues. De início me questionei sobre o significado literal do termo Webwriting. Seriam as aulas um guia de redação para web? Não. Muito mais que um manual de boas maneiras, o curso abordou um conjunto de técnicas que auxiliam na distribuição de conteúdo informativo em ambientes digitais.
O Webwriting tem a fascinante, e também complexa, tarefa de aliar texto, design e tecnologia e tratá-los como um componente único – a informação. Além disso, sua preocupação é com o todo da informação transmitida via mídia digital, como os ícones, imagens, vídeos, áudios e não obstante, o texto.
Nacionalmente o webwriting, talvez, não tenha tanto espaço como deveria, mas internacionalmente os estudos e a produção de materias sobre o tema ocupam lugares nobres. Seguindo os passos de Jakob Nielsen - que deu a devida importância ao estudo da informação para a mídia digital – outros profissionais acompanham a evolução do Webwriting. São eles: Crawford Kilian, autor do livro ‘Writing for the Web’1; Amy Gahran, considerada a “dama da persuasão” nos EUA; Jonathan Price, chamado “o rei das dicas”; e Nick Usborne, que dedica seus estudos a junção de idéias de Kilian e Gahran.
Um dos tópicos que aqui destaco é “Os princípios do Webwriting”, onde ressalto alguns dos principais fatores que tornam um conteúdo web coeso, integrado, direcionado e atraente. Abaixo, listo sinteticamente alguns pontos.
Princípios do Webwriting:
1.Persuasão:
1.1 Trate com importância a informação que está sendo oferecida.
1.2 Transmita apenas informações críveis.
1.3 Valorize as sensações e expectativas do usuário.
2.Objetividade:
2.1 Vá direto ao ponto, sem rodeios. O usuário tem pressa!
2.2 Trabalhe com o raciocínio de camadas.
2.3 Organize suas idéias por parágrafos.
3. Navegabilidade:
3.1 Seja o guia do usuário. Mostre-lhe onde estão as informações que precisa.
3.2 Faça uso de links, mas com muita cautela para que o usuário não saia do seu site e se satisfaça em algum outro.
4. Visibilidade:
4.1 Pense no site como uma loja. O usuário precisa ser seduzido como um consumidor.
4.2 Escolha o conteúdo certo para sua “vitrine”. Deixe as informações visíveis ao usuário.
Estes exemplos não resumem todo o universo do Webwriting, apenas dão ênfase às suas principais atividades. Para os adeptos, essa é uma ótima área para dedicar seus estudos, e aos que ainda não conhecem o Webwriting, fica a dica.
Boa leitura!
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1Os estudos de Kilian se limitam apenas ao comportamento de objetos textuais nas mídias digitais, não englobando todos os outros aspectos do Webwriting.
Artigo escrito por: Elaine Olanda